|
|
|
MOVIMENTO |
|
| |
Entendemos por Movimento o
agrupamento de pessoas em contínuo dinamismo e crescimento,
que caminha em busca de novas respostas às necessidades
humanas; que reúne, coordena, orienta e apoia o dinamismo
das comunidades em seus diferentes níveis e dimensões; e que
encontra sua integração em objetivos comuns. |
|
|
|
|
|
EDUCAÇÃO POPULAR |
|
| |
Entendemos a Educação
Popular como um processo histórico e social que, por meio da
inserção real no meio popular e num esforço permanente,
capta suas necessidades, promove as pessoas e as comunidades
para que sejam conscientes de suas potencialidades e
valores, adquiram a capacidade de decidir sobre sua vida e
futuro e se constituam protagonistas de seu próprio
desenvolvimento.
Como processo histórico de acompanhamento aos setores
populares, tanto no campo como na cidade, a Educação Popular
deve surgir das entranhas do povo, de sua vida, de seus
valores e experiências, de suas expressões culturais, de
suas lutas, para que, assumindo sua própria história e sua
própria organização, alcance sua realização como pessoas e
como comunidade. A partir daí, desenvolverá sua capacidade
de ser dono desta história, modificará o curso dos
acontecimentos em favor de sua libertação e autonomia; e
construirá o equilíbrio entre as possíveis ajudas externas e
sua própria participação.
Como social, marcado fortemente pela relação comunitária
demarcada geograficamente pelo agrupamento dos setores
populares, a Educação Popular procura acompanhar os
processos de aprendizagem do povo, possibilitando a livre
expressão, a participação no seu grupo e classe social e a
comunicação digna e cidadã com os outros grupos sociais;
para que, assim, ao expressar-se e comunicar-se, definam
melhor sua identidade pessoal e social, e assumam
responsavelmente seu compromisso político como cristãos.
Este processo educativo acentua a intencionalidade do
crescimento pessoal e comunitário; exige de educadores e
educandos uma mudança de atitudes frente ao conhecimento;
supõe o desenvolvimento de novas habilidades; propõe
conteúdos significativos e metodologias ativas nas ações
pedagógicas. |
|
|
|
|
EDUCAÇÃO INTEGRAL |
|
Entendemos a Educação Integral como: |
|
| |
1. |
Processo que abrange a pessoa em todas as
suas dimensões, possibilidades e capacidades, na
multiplicidade de suas relações consigo mesma, com os
demais, com a natureza e com Deus; na diversidade das etapas
e momentos de seu crescimento evolutivo; em todas as suas
necessidades básicas de nutrição, saúde, moradia, segurança,
lazer, educação. |
| |
2 |
Processo que conduz a uma compreensão
integral de um ser humano aberto à diversidade, nos aspectos
social, histórico, cognitivo, cultural, étnico, econômico,
político, ideológico e religioso. |
| |
3 |
Processo aberto a uma pluralidade de
modalidades educativas, formais e não formais, que utiliza
os recursos disponíveis; que integra os contextos familiar e
comunitário como elemento educativo; e que assume a ciência,
a técnica, o estudo e o trabalho pessoal e comunitário, com
a finalidade de desenvolver atitudes crítica, criativa,
comprometida, comunitária e cristã inspiradas nos valores
Evangélicos. |
| |
4 |
Processo de formação de pessoas para a vida e
para o trabalho produtivo, tornando-as capazes de
transformar a sociedade em que vivem. |
|
|
|
|
PEDAGOGIA LIBERTADORA |
|
|
Segundo a definição da
Conferência Episcopal de Medellín, entendemos por pedagogia
libertadora aquela que converte o educando em protagonista
de seu próprio desenvolvimento. Para isso, a educação em
todos os níveis deve chegar a ser criadora, pois precisa
antecipar a nova sociedade que buscamos na América Latina;
deve basear seus esforços na autonomização das novas
gerações; aprofundar a consciência de sua dignidade humana;
favorecer a livre autodeterminação; e promover nos
indivíduos o sentido comunitário. |
|
|
|
|
PEDAGOGIA EVANGELIZADORA |
|
Segundo Puebla, entendemos a
pedagogia evangelizadora como aquela que assume e completa a
noção de pedagogia libertadora: |
|
|
1 |
divulgando a Boa Notícia libertadora do Reino
de Jesus Cristo, sobretudo aos empobrecidos, ajudando-os a
reaver e fortalecer seu protagonismo na história; a tomar
consciência de sua filiação divina, portanto, de sua
irmandade com os demais seres humanos; e, comunitariamente,
lutar pela transformação da sociedade; |
|
2 |
intencionalmente, tornando presente o
Evangelho em todas as atividades e instâncias e do trabalho
educativo; |
|
3 |
enriquecendo e fortalecendo a experiência
pessoal de Deus na vida das pessoas. |
|
|
|
|
NÍVEIS DE COMPROMISSO |
|
|
O compromisso com o conhecimento, respeito e prática dos
princípios de Fé e Alegria, em sua opção de serviço aos
empobrecidos, é uma atitude essencial para pertencer ao
Movimento. Este compromisso pode ocorrer em diversos níveis
e segundo os diferentes tipos de vinculação à Instituição. |
|
|
|
|
A PESSOA NOVA |
|
|
A pessoa nova — aquela
integralmente desenvolvida e realizada em todas as suas
potencialidades individuais, sociais e espirituais. Uma
pessoa com sentido de dignidade e valorização de si mesma,
consciente de seus direitos e que respeita sua dignidade e
os direitos dos demais; apaixonada pela justiça, sensível,
solidária e atuante frente às injustiças e à dor humana;
fraterna e criadora, amante da natureza, que respeita as
diferentes culturas; capaz de criar comunidade, de
estabelecer relações de mútuo enriquecimento, de inventar e
de compartilhar com os outros a busca de soluções
solidárias.
(Copiado do Plano Estratégico Nacional). |
|
|
|
|
NOVA SOCIEDADE |
|
|
A nova sociedade —
concebida como: |
|
a. JUSTA: onde se
respeite a pessoa, sua dignidade, suas ideias e valores
culturais, humanos e espirituais; onde se viva com igualdade
de direitos e deveres, suprimindo a discriminação por razões
de raça, sexo, religião, ideologia política ou outras; onde
se tenha acesso real à satisfação das necessidades humanas
básicas, superando a brecha entre os que têm mais, a favor
dos que têm menos, e promovendo os setores mais
empobrecidos; onde se entenda o desenvolvimento como um
processo humano, integral e sustentável para todos.
b. PARTICIPATIVA E FRATERNA onde todos possam ter
acesso aos bens culturais, econômicos, sociais e religiosos;
onde todos contribuam segundo suas capacidades, e recebam
segundo suas necessidades; onde se busque comunitária e
solidariamente a solução dos problemas; e onde se
compartilhem, de forma livre e responsável, as decisões e a
marcha da sociedade, os meios de produção e o fruto do
trabalho.
(Copiado do Plano Estratégico Nacional). |
|
|
|
|
JUSTIÇA EDUCATIVA |
|
|
Entende-se por Justiça
Educativa aquela que assegure a todos e todas o direito
fundamental de ter acesso irrestrito à educação de
qualidade, respeitando a liberdade de escolha dos educandos
e de suas famílias e comprometendo o Estado como garantidor
e facilitador dos meios para que este direito universal se
concretize em igualdade de condições para todos e todas. |
|
|
|
|
Nota à edição brasileira do Ideário
Internacional de Fé e Alegria. |
|
|
|
|
Ao revisar o Ideário, teve-se o cuidado
de preservar a essência da sua identidade.
Nesse sentido, as propostas de mudança consistem em:
a. atualização de nomenclaturas nos aspectos semântico e
vocabular;
b. correção ortográfica e gramatical;
c. adequação da linguagem à realidade linguística brasileira.
Francisco Alves Barbosa e Angelita D. Cavalcante
Revisão de texto: Mônica Souza |
|
|
|
|
IDEÁRIO INTERNACIONAL DE FÉ E
ALEGRIA
XV e XVI Congressos Internacionais - Mérida (Venezuela) e San
Salvador (El Salvador), 1984 e 1985. Última revisão para o
português em abril de 2009. |
|
|
|
<<
Volta |
|
|
|